
Percival 15 anos
Protagonista. Inventor tímido, mais à vontade com máquina do que com gente. Aprende que a peça que faltava não estava no papel: é parar de tentar sozinho e deixar os outros entrarem.
A invenção mais poderosa do mundo é a única que ninguém constrói sozinho.
São Paulo, 1999. A bolha do Real estoura e leva tudo o que a família Dias tinha. Sem saída, eles se mudam para a única coisa que sobrou: o casarão fechado do avô Severino, um inventor que morreu trancado na edícula do quintal, em Cruzeiro, na serra entre São Paulo e Minas. Percival, quinze anos, mais à vontade com máquinas do que com gente, arromba a porta proibida e encontra o laboratório onde o avô se enterrou em vida. Lá dentro há lousas cobertas de contas, uma pedra verde que troca de cor e um livro de couro com séculos de idade, guardado em segredo por uma irmandade de inventores.
Decidido a salvar a família com as próprias mãos, Percival constrói a máquina sozinho. Ela explode. Da fumaça colorida, para espanto de todos, levanta-se Byte: baixo, sem braços, feito de lata e parafuso, com luzes no peito que mudam conforme o que ele sente. Não era para dar certo. Deu. E ninguém sabe explicar.
Só que Percival não é o único atrás do livro. E a peça que faltava nunca esteve no papel.

Protagonista. Inventor tímido, mais à vontade com máquina do que com gente. Aprende que a peça que faltava não estava no papel: é parar de tentar sozinho e deixar os outros entrarem.

O robô nascido da máquina que explodiu. Sem braços, o disco rígido do avô no lugar do coração, luzes no peito que mudam de cor. Do azul de susto ao sacrifício por amor: "Byte protege família". Renasce no círculo de mãos.

Vizinha. Cuida do irmão desde cedo; aprendeu a não confiar em adulto. Aprende a confiar: é a primeira a segurar a mão de Percival, e a se deixar alcançar por um pai.

Irmã de Percival. Coleciona palavras difíceis; decifra sozinha um dicionário de grego. É ela quem descobre a peça que faltava, o pathos, e quem, sem saber, leva o tesouro para casa.

Irmão de Maria. Medroso, o menor da turma. É o único que enxerga a fenda no túnel: a coragem do menino abre o caminho de todos.

In memoriam. Inventor que se trancou na edícula, guardião acidental do Livro desde 1932. Armou em testamento o caminho para a família voltar e mãos certas terminarem o que ele não conseguiu.

A vilã. Foi historiadora que acreditava no saber de todos; virou caçadora do Livro há quarenta anos. Disfarça-se de velhinha gentil. Quer trancar o conhecimento do mundo. Leva o Livro, mas leva a casca e deixa a fruta.

Capanga culto, ex-cientista, que parece saber tudo e não sentir nada. Redenção silenciosa: diante da luz, larga as pedras e, pela primeira vez, diz não a Frida.

Capanga ganancioso. Só enxerga o cifrão. Sem redenção: a própria cobiça o prende, sozinho, à beira dos trilhos.
















Personagens











Cenários e props






| Função | Nome |
|---|---|
| Direção · história e criação | Raphael Martinez |
| Roteiro | Mariana Elisabetsky |
| Produção (proponente) | Motiom Produções Visuais (MPV Filmes) |
| Produção executiva | Felipe Aleixo |
| Preparação e direção de elenco | Ricardo Cônti |
| Manipulação, interpretação e voz do Byte | André Milano |
| Trilha original e direção musical | Maestro Adriano Machado |
| Consultoria educacional | Sabiá Educacional |
| Consultoria e pesquisa histórica | Museu Major Novaes (Cruzeiro) |
| Papel | Ator | Situação |
|---|---|---|
| Frida | Fafy Siqueira | Confirmada |
| Dr. Arnaldo | Blota Jr. | Confirmado |
| Percival, Maria, Alice e Lucas | jovens talentos | Em seleção |
Byte é personagem tátil, que contracena de verdade com o elenco. Construído na cultura maker (Arduino, impressão 3D, sucata, servomotores) e complementado por efeitos visuais. Não é animação.
o orçamento total do longa (R$ 8.294.629), integralmente coberto por fontes incentivadas, uma rubrica por fonte
| Fonte | Valor |
|---|---|
| ProAC Edital | R$ 4.000.000 |
| FSA | R$ 2.000.000 |
| Lei do Audiovisual, art. 1º | R$ 978.564,50 |
| ProAC ICMS | R$ 978.564,50 |
| Recursos próprios | R$ 337.500 |
O lançamento comercial (P&A) é etapa e recurso distintos. E o ecossistema de produtos derivados tem fonte própria, que não consome a verba pública do filme.
Estreia nos cinemas prevista para o Dia das Crianças de 2028. A circulação de 2028 mira mostras de cinema para a família e a juventude, com atenção a Giffoni (julho) e Gramado (agosto), seguida de janelas de TV e streaming e uma frente educacional no interior e na rede pública.
A tese da obra, de que o saber não tem dono e só acende em círculo de mãos dadas, ecoa a trajetória de quem dirige. Raphael Martinez nasceu no Capão Redondo e fundou o Instituto Paulista de Cinema. É a mesma convicção que dá título à palestra "Talent Has No Zip Code" (talento não tem CEP), selecionada para o SXSW 2026.
A edícula que se abre na última cena é a mesma aposta de fora da tela: o conhecimento trancado só vira filme quando muitas mãos entram juntas.
Em 2028 nos cinemas
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